songsofgoog-770x616

Digigarden: Nivaldo Godoy Júnior & Panais Bouki

Songs of Googlism

Abstract:
“Não poderíamos dar nome às coisas se não tivéssemos delas uma noção prévia. Estas prenoções oferecem, portanto, completa certeza.” (Epicuro, citado por D. Laércio X) “Songs of Googlism” consiste no uso da ferramenta “Googlism” do Google para a criação de textos montados com fragmentos de frases vindas de diferentes sites da internet. Essas frases enumeradas passam a constituir uma definição multifacetada sobre determinado assunto, conforme o termo definido na busca. O resultado é um conjunto de idéias que separadamente não criam um significado fechado, mas constroem um emaranhado de definições. O processo consiste em fazer com que esse texto resultante seja lido pelo computador com o uso de softwares emuladores de voz e vocoders (ao mesmo tempo que é projetado como frases durante a apresentação). Estruturas sonoras foram compostas para acompanhar a leitura do texto, transformando o resultado em um tipo de música que comenta o significado das frases. Para esta edição do FILE Hipersônica, os temas elaborados serão: “Googlism for: ART”, “Googlism for: COMPUTER MUSIC”, “Googlism for: MEGALOPOLIS”, “Googlism for: NATURE”, “Googlism for: HUMAN” e “Googlism for: LIFE”.

Biography:
Digigarden (jardim digital) é o birô audiovisual formado por Nivaldo Godoy Júnior e Panais Bouki. Produziram no ano de 2005 o documentário “Mil Fragmentos em Tons Cinzentos” para o instituto Sitterwerk (Suíça). Tiveram os trabalhos “Caos.Ticante” (um cubo que se desdobra em hipercubos para aprisionar e libertar corpos humanos em sua geometria) e “Street” (desconstrução e remontagem do documentário “A reinvenção da rua” de Rogério Sganzerla) expostos no 15° Festival Internacional de Arte Eletrônica VIDEOBRASIL (SESC Pompéia) e 19ª Mostra do Audiovisual Paulista (MIS – Museu da Imagem e do Som). São responsáveis pelos DVDs oficiais do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE e FILE RIO), onde realizaram a vídeo-documentação, edição, trilha e identidade audiovisual do logo FILE. O trabalho recebeu o nome de “Digitalis”.