QUBIT AI – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – Arte e Tecnologia

FILE 2024

QUBIT AI | quantum & synthetic ai
Electronic Language International Festival

3 de Julho a 25 de Agosto
Terça a Domingo, 10h – 20h
Centro Cultural FIESP

Design: André Lenz
Imagem: Iskarioto Dystopian AI Films – Athena

QUBIT AI

Em seus 25 anos de existência, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) é um projeto brasileiro de renome internacional que desde 2000 explora a interseção entre arte e tecnologia. Com mais de duas décadas de trajetória, o festival se destaca por fomentar espaços de exposição e debate sobre as inovações artísticas impulsionadas por tecnologias disruptivas e inovadoras, convidando o público a se envolver com formas experimentais de arte que desafiam as fronteiras do convencional. No momento atual, duas dessas tecnologias se destacam no cenário contemporâneo: o desenvolvimento acelerado da computação quântica e a inteligência artificial corroborada pelos dados sintéticos.

A computação quântica, uma revolução emergente no campo tecnológico, oferece um novo leque de possibilidades criativas para os artistas contemporâneos. Esta nova era permite a exploração de fronteiras inéditas por meio de uma nova formatação computacional que se constitui principalmente de sobreposição e emaranhamento quânticos, um novo campo de exploração para a ciência da computação, bem como para as artes em geral; por outro lado, a inteligência artificial, abastecida por dados sintéticos, oferece aos artistas um novo modo de fazer e de entender a arte, abrindo espaço para novas formas, conceitos e expressões artísticas.

Intitulada QUBIT AI, a exposição mergulha nesse território inexplorado apresentando uma seleção de obras de arte resultantes da conexão entre o fazer artístico e a tecnologia, propondo uma reflexão teórica sobre o que será a interrelação dos computadores quânticos com a inteligência artificial sintética.

Os visitantes serão convidados a experimentar instalações imersivas, vídeos experimentais, esculturas digitais e outras formas de arte interativa, que entrelaçam realidade e imaginação. A mostra incita reflexões sobre a influência da tecnologia na arte e na sociedade contemporânea, ao mesmo tempo em que proporciona um ambiente para compararmos as artes tecnológicas já estabelecidas (analógica e digital) com os possíveis futuros da arte na era sintética, potencializada pela computação quântica. A exposição QUBIT AI do FILE SP 2024 transcende a mera apresentação de obras de arte; é uma jornada até os limites da criatividade humana, impulsionada pela convergência entre arte, ciência e tecnologia.

Ricardo Barreto e Paula Perissinotto
coorganizadores e curadores do FILE
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

 

25 anos de FILE – Tecnologias atuais e criação artística

Recebemos em nosso Espaço de Exposições do Centro Cultural Fiesp a 25ª edição do Festival Internacional de Arte Eletrônica (FILE), um dos pioneiros no Brasil em promover a relação entre arte e tecnologia.

Intitulada QUBIT AI, a exposição deste ano aborda a computação quântica e a inteligência artificial, duas tecnologias que se destacam atualmente e permitem novas possibilidades artísticas, além da criação de novas formas e conceitos.

As obras aqui presentes são resultado das influências dessas tecnologias na criação artística. Em época de rápidas transformações, aceleradas pela computação quântica, podemos refletir sobre os impactos causados na sociedade e na arte, principalmente na criatividade artística e nas perspectivas de futuro.

O SESI-SP é uma instituição que trabalha pela educação de forma ampla, onde a cultura tem papel de destaque. Assim, todas as ações e projetos desenvolvidos pela instituição visam à formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita, além da promoção da economia criativa nacional.

SESI-SP

 

PALESTRA DE ABERTURA
Durante a abertura, o FILE 2024: QUBIT AI terá a honra de receber a palestra “A nova revolução quântica em tecnologia da informação” de Paulo Nussenzveig, Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade de São Paulo e doutor em Física Quântica pela Université Pierre et Marie Curie (Paris VI).

Data: Abertura, no dia 02 de Julho de 2024
Horário: Às 18h
Local: Foyer do Centro Cultural Fiesp
*Os interessados devem realizar sua inscrição por meio do formulário e as vagas são limitadas.

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FORMUÁRIO DE INSCRIÇÃO

“A nova revolução quântica em tecnologia da informação”
A ONU proclamou o ano de 2025 como “Ano Internacional da Ciência e Tecnologias Quânticas”, em comemoração ao centenário da formulação da física quântica. Aos cem anos, essa teoria de ideias bem estranhas está nos permitindo criar novas tecnologias para processar, armazenar e comunicar informações. Como é possível que o que Einstein chamou de “ação fantasmagórica à distância” seja relevante para a segurança das compras que fazemos pela internet? A palestra tratará de como essas ideias estranhas abrem caminho para computadores mais velozes, comunicações mais seguras, inovações na saúde e até na indústria agroalimentar.

 

QUANTUM WORKSHOP
PROGRAMAÇÃO

Data: 03 de Julho de 2024, das 09:00 às 12:00
Local: Foyer do Centro Cultural FIESP
Av. Paulista, 1313. Em frente ao metrô Trianon-Masp.

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FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

Explorando a Computação Quântica: O que é isso e como isso funciona.
Roberto Serra (UFABC), Breno Marques (UFABC), Gustavo Wiederhecker (UNICAMP) e Luciano Cruz (UFABC)

Computação quântica é uma forma super avançada de processar e manipular informação, que junto à tecnologia quântica 2.0, poderá transformar o século XXI de forma diruptiva.

Roberto Serra (UFABC)
Doutor em Física pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizou estágio de pesquisa de pós-doutorado no Imperial College of Science, Technology and Medicine (Londres, Inglaterra). Se dedica às áreas de Informação e Computação Quânticas, Sistemas Quânticos Abertos, Óptica Quântica e Fundamentos da Mecânica Quântica

Breno Marques (UFABC)
Doutor em Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (2013) e pós doutor pela Universidade de Estocolmo e Universidade de São Paulo. Atualmente trabalha em informação quântica e óptica quântica.

Gustavo Wiederhecker (UNICAMP)
Doutor pela Universidade Estadual de Campinas e pós-doutor pela Cornell University (grupo Michal Lipson). É professor assistente (MS3) no Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

Luciano Cruz (UFABC)
Doutor em Física pela Universidade de São Paulo (USP) na área de Óptica Quântica e Física Atômica sob a orientação do Professor Paulo Nussenvzveig. Atuou como pesquisador de pós-doutorado vinculado ao grupo do professor Aephraim Steinberg na University of Toronto ( U of T, Canadá) na área de Informação Quântica Experimental com Sistemas Atômicos.

 

Cultura Quântica
Jane de Almeida e Cicero Inacio da Silva

Os computadores digitais processam bits de informação a partir do Zero e do Um, já os computadores quânticos calculam qubits que podem ser Zero e Um ao mesmo tempo, realizando cálculos simultâneos, teletransportando ou emaranhando informação, de forma mais rápida e mais sofisticada. Apesar dos experimentos em computação quântica não serem novos, o seu desenvolvimento e aplicabilidade são ainda incipientes. A cada dia, a computação quântica se aproxima e gera curiosidade sobre seu futuro. Quem conheceu a revolução digital pode imaginar as mudanças que a tecnologia quântica poderá trazer para a cultura: novas formas de comunicação, medicamentos, criptografias, ou seja, novas descobertas. A proposta desta exposição é apresentar os raros trabalhos artísticos que partem da computação e da lógica quânticas. São experimentos científicos e artísticos que ousam especular sobre caminhos inovadores, materiais, lógicas que certamente afetarão a nossa cultura.

QUANTUM
PROGRAMAÇÃO

1. Eduardo Reck Miranda – Sounding Qubits – Brasil
Embora tenha aprendido instrumentos musicais clássicos desde a infância, a ferramenta preferida de Eduardo Miranda para compor é o computador. O pesquisador tem se aprofundado em inteligência artificial e métodos inovadores de computação para composição há algum tempo, dado que oferecem insights e ideias frescas além das suas próprias.

Um computador quântico lida com informações codificadas como qubits. Um qubit é para um computador quântico o que um bit é para um digital: uma unidade básica de informação. No hardware, os qubits existem no mundo subatômico. Eles estão sujeitos às leis da mecânica quântica.

Os computadores quânticos são como versões superpotentes dos computadores digitais clássicos. Enquanto um computador digital processa dados de forma linear e passo a passo, um computador quântico pode explorar muitas possibilidades ao mesmo tempo.

Operar um computador quântico requer diferentes formas de pensar sobre a codificação e o processamento de informações. É daqui que os compositores podem tirar grande proveito. Essa tecnologia está destinada a facilitar o desenvolvimento de formas sem precedentes de criar música.

2. Gabriela Barreto Lemos – Fotografia Quântica – Brasil
Técnica de fotografia quântica que permite registrar imagens sem que a luz passe pelo objeto.

Tipicamente, um feixe de luz interage com um objeto; nesse mesmo feixe é formada a imagem daquele objeto, que é registrada numa câmera, num papel ou diretamente no olho. Esta pesquisa utilizou dois feixes de fótons entrelaçados quanticamente. Um fóton infravermelho foi direcionado para uma placa de silício gravada com a imagem de um gato. O outro fóton, vermelho, foi enviado em trajetória diferente, não passou pela placa de silício e foi detectado por uma EMCCD (electron-multiplying charge-coupled device – uma câmera fotográfica com sensibilidade para luz com intensidade muito baixa). A imagem da gravura do gato foi registrada pela câmera, que apenas detectou a luz vermelha, que não tocou a gravura. É a primeira vez que uma imagem é capturada num feixe de luz que não interagiu com o objeto que produziu a imagem.

O experimento, liderado pela pesquisadora Gabriela Barreto Lemos, foi realizado no Institut für Quantenoptik und Quanteninformation em Vienna, 2014.

3. SENAI – Computador Quântico – Brasil
Pela primeira vez, uma exposição de arte apresenta um computador quântico em pleno funcionamento.

Um computador quântico gera um qubit aleatório, representado pela esfera de Bloch. As propriedades desse qubit são convertidas em um sinal de áudio por meio de um script Python, tornando-as audíveis e visíveis em uma onda sonora acompanhada de seu espectro.

Créditos
Diretor da Unidade SENAI Paulo Skaf: Gustavo Henrique da Silva
Assessor Técnico: Eunezio Antonio de Souza (Thoroh)
Desenvolvimento de interface e Texto: Vinicius De Martin Viude

 

SYNTHETIC ART
PROGRAMAÇÃO

INTERATOR – SOUND SYNTHETICS
1. Dennis Schöneberg – Bodydub – Alemanha
2. Dennis Schöneberg – N-DRA – Alemanha
3. Dennis Schöneberg – Russian Roulette Believe – Alemanha
4. Dennis Schöneberg – Transparenza – Alemanha
5. Iskarioto Dystopian AI Films – Athena – Espanha
6. Iskarioto Dystopian AI Films – Eldritch – Espanha
7. Iskarioto Dystopian AI Films – Enter The World – Espanha
8. Iskarioto Dystopian AI Films – Relaxation – Espanha
9. Iskarioto Dystopian AI Films – Subway Chase – Espanha
10. Iskarioto Dystopian AI Films – Wasteland – Espanha
11. Luigi Novellino (aka PintoCreation) – Blob Alien Mouth – Itália
12. Luigi Novellino (aka PintoCreation) – Brain Entity – Itália
13. Michael Sadowski (aka derealizer) – In Love – Áustria
14. Michael Sadowski (aka derealizer) – Magic Drops – Áustria
15. Verbo Pluriel (aka volt46) & XWave – Calamar – Estados Unidos e França

 

AESTHETIC SYNTHETICS
1. Arnaud Weber – NNY 43 – Nouvelle New-York 43 – Suíça
2. Dallaserra Maxime – Journey of Life – França
3. Gabi Szita (aka Sieve) – Schizophrenia – Hungria e Islândia
4. Infratonal – Useless Hands – França
5. Kelly Luck – Strangeland 1 (excerpt) – Estados Unidos
6. Leilanni Todd – Floating – Estados Unidos
7. Michael Sadowski (aka derealizer) – Distortions of The Past – Áustria
8. Michael Sadowski (aka derealizer) – Stealth Technology of Ancient, Cosmic Pantheons – Áustria
9. Robert Seidel – HYSTERESIS – Alemanha
10. SurrealismToday.com – The Legend of Ogie – Estados Unidos
11. Valentin Rye – A Space Odyssey 2002 – Dinamarca
12. Valentin Rye – Around The Milky Way – Dinamarca

 

SHORT FILMS AND CINEMATIC SYNTHETICS
1. Clive Huson (Stackpooled AI Films) – Blink Too – Inglaterra
2. Clive Huson (Stackpooled AI Films) – Kingdoms – Inglaterra
3. Davis Chang, UGLYKIKI, Cali Wang & Roxy Jin – The HØST – Estados Unidos e Taiwan
4. Dr. Sam Khoze – Genesis – Estados Unidos
5. Fredrik Jonsson – Tomorrow We Will Win – Suécia
6. Guli Silberstein – OVERCOME – Reino Unido
7. Iskarioto Dystopian AI Films – Metropolis – Espanha
8. Jesse Koivukoski – Dreamers – Finlândia
9. Mathieu Samson (Solofilms) – Dream Master Lake – Canadá e Portugal
10. Roxanne Ducharme – AI Showreel – Canadá e Panamá
11. Team Rolfes – Holly Herndon – Jolene (feat. Holly+) – Estados Unidos
12. The Reel Robot – Synthetic Life – Canadá
13. The Reel Robot – The Terra Age – Canadá
14. Valentina Ferrandes – Daaphne – Reino Unido e Itália

 

ARCHITECTURAL SYNTHETICS
1. Hassan Ragab – Audio Responsive Treehouse – Estados Unidos
2. Lukas Radavicius – Architecture Concepts Created by AI: Architecture Concepts Made by AI – Lituânia
3. Lukas Radavicius – Architecture Concepts Created by AI: Artificial Intelligence Modern Architecture – Lituânia
4. Lukas Radavicius – Architecture Concepts Created by AI: Can AI Become an Architect? – Lituânia

 

INSTALAÇÕES
PROGRAMAÇÃO

1. Anna Vasof & VRinMotion Team – The Cage of Time – Áustria
Instalação interativa que apresenta um objeto-instrumento cinético e óculos de realidade virtual, funcionando como um dispositivo que anima a ilusão da passagem do tempo no espaço virtual. Na trama da existência, o tempo tece uma gaiola ao redor de nossos momentos efêmeros, limitando nossas percepções do passado, presente e futuro. Ao abraçar esse paradoxo, podemos descobrir que a gaiola do tempo se torna o crisol onde a alquimia da experiência transforma nosso entendimento da existência.

2. Banz & Bowinkel – Bots – Alemanha
Bots apresenta uma sociedade controlada por computadores através de uma série de avatares humanoides controlados algoritmicamente que aparecem em tapetes físicos usando realidade aumentada (AR). As performances em tempo real sintetizam padrões comportamentais humanos em um estudo social digital formalizado. Onipresente, aliada aos nossos dispositivos e incorporada em ambientes virtuais, a obra nos lembra do nosso próprio mundo digitalizado, no qual estamos cercados por bots invisíveis.

3. Camila Magrane – The Witness – Estados Unidos e Venezuela
Imagem ativada por realidade aumentada, onde sujeitos e cenários animados em 3D são integrados a uma fotografia física. Inspirada na obra de Carl Jung, a imagem faz parte de uma série maior que explora temas como identidade, introspecção e transformação. Através da RA, elementos de jogos foram introduzidos na peça, oferecendo conteúdo virtual desbloqueável por meio de interações.

4. Ines Alpha – 3D Makeup – França
Ines Alpha, artista digital especializada em maquiagem 3D, busca constantemente colaborações artísticas que transcendam seu próprio rosto. Trabalhar apenas em suas características pessoais tornou-se restritivo e monótono para Ines. Partindo de rostos como telas em branco, ela incorpora elementos digitais que ‘amplificam’ personalidades, estilos e essências únicas.

5. Klaus Obermaier, Stefano D’Alessio & Martina Menegon – EGO – Áustria
O estágio do espelho na psicologia explica como o Ego se forma através da objetificação, onde a aparência visual de alguém entra em conflito com a experiência emocional, um conceito chamado ‘alienação’ pelo psicanalista Jacques Lacan. A instalação interativa EGO reencena e reverte esse processo ao distorcer a imagem do espelho com base nos movimentos do usuário, destacando a tensão entre o real e o simbólico, o Ego e o Isso, sujeito e objeto.

6. Marc Lee & Shervin Saremi – Speculative Evolution, Prototype 1 – Suíça
Experimento especulativo sobre um ecossistema futuro sob controle rigoroso. A narrativa se passa em uma simulação, 30 anos no futuro, onde inteligência artificial e biologia sintética colaboram para otimizar um ambiente para espécies cultivadas. Um simulador alimentado por IA auxilia o visitante a gerar novas espécies afim de equilibrar o ecossistema. A inspiração vem do livro Under the White Sky, de Elizabeth Kolbert, e de histórias de artistas sobre a vida em um planeta danificado.

7. Marc Vilanova – Cascade – Espanha
As cachoeiras são uma fonte contínua de frequência infrassônica encontrada na natureza. Embora inaudíveis para os humanos, desempenham um papel crucial nos ecossistemas, especialmente para aves migratórias que as usam como bússola. No entanto, muitas cachoeiras perderam suas frequências devido às mudanças climáticas. A obra cria uma experiência imersiva em que o público interage com a visualização das ondas sonoras, experimentando a vibração do som por meio de cordas iluminadas.

8. Matthias Oostrik – The Forgettable Art Machine – Países Baixos / Holanda
The Forgettable Art Machine é uma instalação de vídeo orientada por inteligência artificial. Ao encarar o painel, o público tem sua imagem capturada, iniciando um ciclo de análise, criação e destruição. A partir desses dados, uma composição emerge, transformando lentamente a imagem dos visitantes em uma visualização generativa. Uma vez concluído o ciclo, a composição é apagada, aguardando a captura de uma nova audiência.

9. Max Haarich (Project Smart Hans) – Smart Hans – Alemanha
O projeto Smart Hans é uma reencarnação sintética de Clever Hans, um cavalo que ficou famoso no início do século XX por aparentemente responder a perguntas matemáticas por meios de batidas com o casco. A instalação interativa apresenta um cavalo animado que pode adivinhar qualquer número em sua mente por meio do reconhecimento de postura. Ao mesmo tempo uma brincadeira divertida e uma ilustração do motivo de nossas preocupações em relação à inteligência artificial.

10. Paul Gründorfer & Leonhard Peschta – The Sea – Áustria
The Sea é uma extração de um fenômeno natural complexo, resultando em uma emulação artificial que desenvolve uma forma de vida própria. Assim como o mar, com suas ondas sem fim, este sistema artificial segue o impacto de um estado imersivo, levando a uma visão única de um gerador artificial. Apesar de parecer caótico, é capaz de gerar associações que vão desde o movimento das ondas até cenários de ficção científica.

11. Seph Li – Everything Before, Everything After – China e Reino Unido
Uma instalação digital apresenta um rio sinuoso em estilo tinta chinesa, simbolizando o tempo e a transição. As telas sensíveis ao toque permitem que os visitantes pintem sobre ele, alterando seu curso de forma imprevisível. O rio incorpora a história e o futuro, com cada traçocontribuindo para o seu fluxo eterno através do espaço e tempo. As interações gravadas asseguram sua existência perpétua.

 

LED SHOW
PROGRAMAÇÃO

1. Anabela Costa – Cliché – França
2. Nardex – Cryptophago – Brasil
3. Studio McMullen_Winkler – Algorithmic Gardener – Estados Unidos
4. YAH! – Blade Runner Brazil – Brasil

 

PARCERIAS

PARCERIA CAP/ECA/USP – ENTRE-LUGARES
Na categoria LED SHOW, o FILE 2024 recebe a parceria com o Curso de Artes Visuais do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Os trabalhos foram desenvolvidos com a orientação da professora dra. Silvia Laurentiz, e colaboração de Manuela de Souza Leite.

Esta parceria buscar reafirmar a conexão com as universidades nacionais, apoiando o estímulo e a produção de arte em novas mídias: uma oportunidade ímpar de acesso a linguagens, tecnologias de ponta e recursos inovadores para a reflexão e experimentação do ambiente artístico e de circuitos culturais.

Entre-lugares é um compilado de vídeos, independentes entre si, que se conectam por um eixo temático: a vida na cidade. O conceito ‘entrelugares’ surge para reflexionar as dinâmicas sociais nos territórios latino-americanos, muitas vezes invisibilizados pelas fronteiras, que são frequentemente difusas. Deste modo, cada grupo dialoga com sua própria perspectiva a partir de símbolos consagrados do imaginário paulistano, como o metrô, multidões, prédios e propagandas, a fim de refletir a dinâmica repetitiva, exaustiva e caótica da cidade. Assim, este trabalho busca evidenciar as contradições urbanas experienciadas no entrelugar em que vivemos.

Participantes
Alicia Rafaela Almeida Magalhães, Aline Picolo, Ana Beatriz Francisco Moraes, Ana Luiza Pereira Lima, Angela Ramos Chiquetto, Beatriz Romeiro, Beatriz Totti Firmiano, Caio de Giovani, Carlos Bossolan, Elis Iizuka Cassettari, Giovanna Tavares, Guilherme Francisco Bittencourt Vidal, Iara, Marques de Assunção Almeida, Jaqueline Ferreira da Costa, Joanna Bridi Dalla Chiesa, João Pedro de Oliveira Narimatsu, Letícia Galvão, Lívia Coimbra Muniz Cordeiro, Luiza Oliveira Lino dos Santos, Marcelo Aparecido, Marina Martins, Nanna Miki Tariki, Noah Silveira Ruíz, Pedro Ferrareto, Priscilla Gonçalves, Sofia Slongo e Vinícius Massakazu Okamura.

Apoio
Grupo de Pesquisa e Extensão Realidades – ECA∕USP

PARCERIA IED – MEMÓRIAS
O início da parceria entre o IED e o FILE se deu em 2010, e desde então diversos projetos e colaborações já foram realizados. Neste ano, 2024, as alunas e alunos do IED foram convidados a criar uma animação para o FILE LED SHOW, reforçando o propósito do FILE de estimular a produção criativa dos jovens brasileiros, bem como do IED, de promover a interação com empresas e instituições culturais de relevância como o FILE e dar a oportunidade aos estudantes de mostrarem seus talentos.

A animação criada para o LED SHOW é resultado da pesquisa realizada pelos alunos do bacharelado em design gráfico e digital do IED SP sobre temas de interesse da turma que foram interpretados e traduzidos visualmente mediados pela tecnologia. As memórias provindas do processo de formação do indivíduo durante a infância são acessadas e reconfiguradas na experiência cotidiana, dos lugares de afeto aos medos já vencidos, das fantasias típicas dessa fase às lembranças das histórias que se instauraram.

Coordenação
Eliane Weizmann

Professor orientador
Daniel Grizante

Participantes
Fyamma Sampaio, Guilherme Carvalho, Isabel Cavalcante, ⁠Isabella Gregoraci, Jonathan Wolf Baloschen Pintchovsk, ⁠Laura Perez, ⁠Letícia Drummond, Leticia Kazumi, Letícia Mola da Silva, ⁠Marcos Hasegawa, ⁠Nina Weil, ⁠Rafael Rantigueri, ⁠Raphael Giménez, Ricardo Noronha, ⁠Ruth Dayan, Valentina Schincariol, Victoria Muniz e Zizi.

 

WORKSHOP
PROGRAMAÇÃO

As oficinas do FILE SP 2024 acontecem este ano entre os dias 03 e 06 de julho, no Mezanino do Centro Cultural FIESP. Todas as atividades são gratuitas e é necessário se inscrever previamente para participar.

Data: 03 a 06 de Julho de 2024
Local: Mezanino do Centro Cultural FIESP
Av. Paulista, 1313. Em frente ao metrô Trianon-Masp.

Período de inscrições: 1 de junho a 1 de julho de 2024.

clique abaixo para se inscrever
FICHA DE INSCRIÇÃO

3 de Julho – Quarta-feira
10:00 às 12:00 Guilherme de Souza Vieira – Experimentações visuais com código
15:00 às 17:00 Daniela Gatti e Núcleo de Dança Redes / Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS) – UNICAMP – Corpo sonoro: improvisação movimento, som e tecnologia
19:00 às 22:00 Gustavo Sol – Dramaturgia digital: performatividade e neurocomputação com tecnologias de sensoriamento biométrico de baixo custo

4 de Julho – Quinta-feira
10:00 às 12:00 Guilherme de Souza Vieira – Experimentações visuais com código
10:00 às 12:00 Grupo Realidades (ECA-USP), com Bruna Mayer, Felipe Mamone, João Otero, Leona Machado, Luca Ribeiro, Miguel Alonso, Sergio Venancio, Tiago Celano, Vinicius Hiroshi – Olho de raio XYZ: introdução ao escaneamento 3D
14:00 às 17:00 Marcelo Padovani Macieira – Realidade aumentada de filtros a apps: fundamentos e aplicações
14:00 às 18:00 Luca de Andrade Ribeiro – Introdução à computação gráfica para a criação de mundos imaginários
19:00 às 22:00 Gustavo Sol – Dramaturgia digital: performatividade e neurocomputação com tecnologias de sensoriamento biométrico de baixo custo

5 de Julho – Sexta-feira
10:00 às 12:00 Guilherme de Souza Vieira – Experimentações visuais com código
10:00 às 12:00 Grupo Realidades (ECA-USP), com Bruna Mayer, Felipe Mamone, João Otero, Leona Machado, Luca Ribeiro, Miguel Alonso, Sergio Venancio, Tiago Celano, Vinicius Hiroshi – Olho de raio XYZ: introdução ao escaneamento 3D
14:00 às 17:00 Marcelo Padovani Macieira – Realidade aumentada de filtros a apps: fundamentos e aplicações
14:00 às 18:00 Introscopia – Criação de obras interativas com confabulário
19:00 às 22:00 Gustavo Sol – Dramaturgia digital: performatividade e neurocomputação com tecnologias de sensoriamento biométrico de baixo custo

6 de Julho – Sábado
10:00 às 13:00 Flavia Mazzanti – Workshop básico sobre o uso de realidade virtual em processos artísticos
14:00 às 20:00 APT.LAB – Dispositivos de interação corpo-som

 

ENTRADA GRATUITA

Centro Cultural FIESP
Av. Paulista, 1313, São Paulo
Em frente à estação Trianon-MASP

centroculturalfiesp.com.br

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA

Pombo Correio Assessoria de Imprensa
www.pombocorreio.art.br

Douglas Picchetti
douglas@pombocorreio.art.br

Helô Cintra Castilho
helo@pombocorreio.art.br

(11) 9 9814-6911 | (11) 9 9402-8732